quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Temática Vitolfílica

As fábricas de tabaco, em especial os fabricantes de charutos, souberam usar as tecnologias litográficas para os seus produtos tabaqueiros, numa iniciativa de marketing e por necessidade imperativa de identificação das marcas e fábricas, preservando-as das fraudes.

Porém, o que se verificou na prática, para além dessa funcionalidade, foi a proliferação de séries de cintas, de temas diversos, e a consequente venda desmedida de charutos, sem que para isso se alterasse a qualidade do produto final – ocharuto.

Refiro-me concretamente às séries infindáveis, que desenvolvendo uma vastíssima temática, reproduzem retratos de políticos, pinturas e pintores, flora e fauna, desporto e moda, bandeiras e transportes, histórias infantis (o Capuchinho Vermelho, o Gato de Botas, Tintin e Milú, Pinóquio, Alice no País das Maravilhas, a Casa de Chocolate), religião, enfim, mil e uma cores em tamanhos pequenos, médios e grandes, à procura de namorar os coleccionadores.

No vastíssimo vitolário europeu, para além das cintas referidas, existem outras que documentam um nome, uma empresa, um produto, uma efeméride, um clube, um casamento, um baptizado, algumas confeccionadas em papel autocolante e em fracas purpurinas.

As chamadas cintas “clássicas”, engalanadas em “pan de oro”, reproduzindo personagens, cujos feitos ficarão na memória dos vindouros, desfile interminável de reis, presidentes, homens de estado, conquistadores, inventores, marinheiros, militares, músicos, e as
mulheres de pompa e circunstância, representam “as meninas dos olhos” dos coleccionadores.

2 comentários:

  1. não há nada de desporto nomeadamente artes marciais? ;))

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  2. A temática desportiva tem sido abordada também em vitolfilia, especialmente Jogos Olímpicos. Relativamente às modalidades, predominam o ciclismo, o futebol, automobilismo e motociclismo. De artes marciais não há nada no coleccionismo de cintas de charuto. Temos pena.

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