terça-feira, 24 de julho de 2018

DONA FLOR


A cinta de charuto Dona Flor foi inspirada na principal personagem do romance “Dona Flor e seus Dois Maridos”, como homenagem do presidente da empresa tabaqueira brasileira Menendez & Amerino ao amigo e escritor baiano Jorge Amado (1912-2001).



Fundada em 1977, em São Gonçalo dos Campos (Bahia), a Menendez & Amerino é o resultado da união do empresário baiano Mário Amerino da Silva Portugal com a família Menendez, antiga fabricante dos charutos Montecristo e H. Upmann, em Cuba.

Jorge Amado foi um dos maiores representantes da ficção regionalista brasileira que marcou o Segundo Tempo Modernista, com obras de cunho social e crónicas de costumes.

O romance “Dona Flor e seus Dois Maridos” foi publicado em 1966 e levado ao cinema, ao teatro e à televisão.

O romance inicia-se com a morte de Vadinho, um boémio, jogador e alcoólico que morre subitamente em pleno carnaval, vestido de baiana. Apesar da vida desregrada de Vadinho, a viúva era apaixonada pelo seu marido. Cortejada por Teodoro, um farmacêutico pacato e religioso, de idade avançada, Dona Flor acaba por casar com ele. Porém, o espírito de Vadinho passa a atormentar Dona Flor que hesita entre se manter fiel ao seu novo marido ou ceder ao espírito do primeiro. 



sexta-feira, 20 de julho de 2018

O tempora! O mores!

Já lá vai o tempo em que fumar, especialmente charutos, era apanágio de homens de negócios, políticos, artistas, atores. A divulgação do charuto foi publicitada, de certo modo, pelos media. Edward G. Robinson, Orson Welles, Groucho Marx, Charles Chaplin, Sigmund Freud, Winston Churchill, Fidel Castro, Getúlio Vargas, entre outros, marcaram a sua geração fumando belos charutos.

Hoje, fumar um charuto acontece em círculos fechados ou em eventos, nomeadamente casamentos, em espaços abertos, por um estrato da população idónea e por alguns jovens, na descoberta do prazer de fumar.

Algumas fábricas holandesas, belgas e alemãs apanhadas pela crise mundial fecharam as suas portas e, deste modo, a produção de charutos ficou claramente reduzida. Será que a publicidade feita sobre o mal que o tabaco provoca afetou os fumadores?             

Fechadas as portas dessas fábricas, o não fabrico de charutos prejudicou as emissões de cintas de charuto que desenvolviam temáticas de factos históricos mundiais, aspetos da fauna e da flora e os retratos de figuras ilustres. Todavia, as fábricas de charutos sediadas na República Dominicana, Nicarágua e Honduras têm documentado os seus charutos com cintas, que embora coloridas e brilhantes, não desenvolvem temas em séries, limitando-se a peças isoladas.

Por outro lado, o colecionismo das cintas de charuto, que proporciona o conhecimento cultural de temas políticos, económicos e sociais e o intercâmbio de duplicados com outros colecionadores fica limitado às efemérides do passado, deixando em status quo a abertura à inovação.